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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pescaria no Araguaia



PMs completam 25 anos de irmandade


Por: Paulo Batista (Gazeta do Araguaia)

Num primeiro momento muitos podem imaginar que é mais uma notícia corriqueira, mas poucos podem avaliar a importância do evento. Afinal são 25 anos de confraternização, de encontros, reencontros e, porque não, desencontros dos seus membros, oriundos de Brasília, Cuiabá, Uberaba, Goiânia e Barra do Garças.


Neste ano não foi diferente, principalmente quando se comemorou um quarto de século de uma jornada que sempre trouxe muitas novidades, ornadas de alegrias, de recordações e de tristezas também, porque alguns dos seus membros se foram, partiram para o Oriente Eterno, não mais fazendo parte das histórias e estórias que são contadas nas noites de lua cheia, ao lado de belíssimas paisagens.


O texto, assinado pelo amigo jornalista e radialista Moura Miranda fala um pouco deste último encontro, mas o que eu gostaria mesmo de falar é do primeiro, que não tive o prazer de participar, infelizmente. Os pioneiros da pescaria foram os seguintes: de Barra do Garças, Geraldo Quirino, Dr. Quidinho, Cel Costa Neto e Adonias. De Uberaba se fizerem presentes Paulo Carvalho, Luizão, Eurípides, Ari Rossi e Maurinho (Cachorro Doido). Os acampamentos às margens do Araguaia, sempre predominaram.


Conforme o empresário Geraldo Quirino, líder da caravana, a primeira pesca começou em junho de 1983. Daí pra frente outros nomes foram surgindo, aumentando a confraria e dando aos seus membros a oportunidade de se reunirem anualmente para colocar em dia fatos de suas vidas, seus acertos e desacertos.

Registre-se neste preâmbulo, que o que mais sensibiliza são as faltas dos companheiros. O sentimento de saudade marca forte.
Neste ano, por exemplo, não pudemos contar com a “turma de Brasília”, como também do Euripão, de Uberaba, o Leonardo (Tiririca), de Goiânia e o Gilberto (Lenda), de Cuiabá. Exigências profissionais impediram que eles estivessem conosco, o que certamente poderá ocorrer no próximo ano. Para deleite de alguns, e inveja boas de outros, eis aí algumas fotos do encontro, de foram tiradas da máquina internacional do pioneiro Quidinho.


O que leva um grupo composto por empresários, médicos, engenheiros, comerciantes, advogados, jornalistas, aposentados, militares e fazendeiros se embrearem no mato em uma beira de rio e ali permanecerem por duas semanas sem celulares, computadores, internet, clientes, fornecedores, esposas, filhos, sogras, gerentes de bancos, fiscais, funcionários e etc?

A resposta, para todos e simples. O prazer de ficar 24 horas por dias no meio da natureza, sem cobranças de qualquer espécie, sem pressão, sem telefonemas inoportunos e para completar, passeios de barcos, por um rio caudaloso e cheio de peixes, boa comida, boa bebida, boa música, boas piadas, mentiras, papos e historias sem compromissos.


É assim que há 24 anos consecutivamente um grupo de mineiros de Uberaba e mato-grossenses da Barra do Garças, invariavelmente nos meses de junho ou julho, dão um tempo em rotinas e se reúnem as margens do Rio Araguaia em um ponto qualquer entre São Felix e Santa Teresinha do Xingu e esquecem por duas semanas de seus cotidianos.

Ali, entre uma saída de canoa, que normalmente ocorre às 06 da manha e outra, após as 16 horas, o que rola é uma conversa animada, falando dos enormes peixes que foram perdidos, das gafes e mancadas cometidas pelos menos experientes.

À noite, entre uma rodada de cerveja ou de whisky, que todos garantiam ser escocês legitimo, eram contadas as melhores piadas e cantadas as mais lindas canções da MPB, sertaneja, às vezes até do repertorio do Mercosul com uma outra que se tornou famosa na voz de ícones internacionais como Frank Sinatra, Ray Charles, The Planters e etc.

Na maioria das vezes um cancioneiro profissional ou semi é convidado para não deixar ninguém com problema auditivo, depois de tantos desafinos.

Esta turma que é conhecida pelo sugestivo nome de Caravana dos PMs, embora muitos componentes ainda estejam com seus principais órgãos em plena atividade. É o que dizem e que crêem piamente no ditado chinês, que garante que Deus aumenta na vida do homem os dias que ele passa pescando.

Este ano o encontro foi especial para comemorar os 25 encontros consecutivos. A boca do Lago do Veado a 50 quilômetros de Luciara, novamente se transformou em uma pequena vila com muitas barracas, luzes e canoas estacionadas no pequeno porto improvisado.

Ali entre uma refeição e outra, preparada pelo Joãozinho e Dedé, jogava se truco, contava se novas piadas, dormia se muito, cantava se e às vezes se tentava pegar um pirarara, que por conhecer melhor o rio, ganhou de goleada dos pescadores unhas tortas, exceções, à bem da verdade, do Juca Veículos, também conhecido pela alcunha de “queniano”, por ter o físico formado por uma barriga e um punhado de ossos e do Ivan Macaco, que foram os únicos que conseguiram tirar três cabeçudos da água.

Geraldo Quirino (Xavante), mais uma vez perfeito no comando do evento, só ficou um pouco “bambão” pela ausência do Leo Tiririca, que na última hora não compareceu para o embarque, sabe se lá por quê.

Como de costume o Senhor. Diomar Ferrari levou um de seus mais belos exemplares de carneiro Santa Inês para ser degustado no dia 25 de junho, dia em que completou 82 anos, embora seu filho Valdecir Ferrari tenha errado na conta e colocado sobre o bolo de chocolate, as velinhas 8 e 3 que serão guardadas, com certeza, para o ano que vem.



Ari Rossi veio de Uberaba para ser novamente o campeão no numero de peixes pescados, pena que o maior deles tenha sido uma sardinha, que pescou, exatos 200 gramas. Texto: Moura Miranda

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